Ninguém pode conter as ideias... elas vão surgindo quando uma leitura está sendo apreciada, elas vêm antes do sono chegar, ou roubam-lhe o espaço. Elas acontecem sem querer, sem pressão.
As frases simplesmente vão se desenvolvendo e fazendo sentido aqui e ali em algum projeto, alguma ação, alguma publicação.
Ideias não podem ser contidas.
Ideias não podem ser medidas.
Ideias vêm pra ficar.
sexta-feira, 15 de junho de 2012
terça-feira, 12 de junho de 2012
Bruno Mars
Algumas impressões sobre relacionamento
Essa frase é apelativa, e um tanto ridícula se pensar que em todo lugar há alguém esperando ser amado. Então, porque não amamos qualquer pessoa? Porque eu não amo qualquer pessoa?
Talvez porque estou procurando um amor que não dificulte a escolha de amar. Alguém que tenha conversas interessantes, com quem possa rir muito.
Alguém que saiba ser amigo, mas que essa amizade tenha um ar de mistério e gostinho de possibilidades.
Alguém que consiga me deixar à vontade para ser conhecida e de quem eu descubra afinidades, gostos iguais e gostos totalmente
diferentes, mas principalmente descobrir sonhos e aspirações comuns, e ver
nisso uma esperança de parceria.
Alguém que se apresente como parceiro capaz de ouvir, estar junto. Que seja criativo e se torne mais interessante a cada dia, com uma beleza irresistível.
Alguém que se
interesse pelo que fiz da vida, pelas histórias bizarras e tristes com a mesma
intensidade, e que seja capaz de rir de verdade, ouvir de verdade, conhecer de
verdade.
Alguém que seja capaz
de descobrir como conquistar, de forma inteligente e saudável, mais que uma
amizade, um amor.
E que queira passar os dias da vida junto, compartilhando sonhos e realizando-os.
Alguém que sonhe mais
alto que a média, que tenha a visão mais ampla, que deseje e ame intensamente, que tenha o melhor coração, a mente sã, o sorriso lindo, o
desejo de construir...
Alguém que deseje ser
o melhor marido, o melhor pai, que tenha lido muito sobre muitas coisas, mas
que queira praticar o desejo do coração de Deus.
Pois é, essa pessoa é praticamente perfeita. Qualquer outra pessoa seria capaz de amar alguém assim.
Penso que, meu coração precisa estar disposto a amar alguém imperfeito, que não me escute o tempo todo, não dá toda atenção que preciso, não é sempre a pessoa mais bonita, conhece de mim o que acha que é mais importante e nem sabe muito bem como conquistar... mas que apesar disso, ame de verdade.
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Eu e esse tal caminho
Uma vez me imaginei trilhando este caminho da vida com tanta pressa para chegar logo ao seu fim, que nem prestei atenção ao que existia no caminho.O que me movia era a ansiedade de chegar logo...Eu tenho isso de ser ansiosa pelo que irá acontecer, as vezes fico tão ansiosa que esqueço o processo, o como, o por que, o pra que. só quero mesmo ver o desfecho de tudo.E aí as coisas acontecem, tenho o desfecho, mas as vezes a sensação é que aquilo não foi tão perfeito assim.
A ideia que faço das coisas e até das pessoas, geralmente é bem melhor do que a realidade.Quero dizer com isso, que eu já perdi bastante do meu tempo de vida preocupada com desfechos, e já deixei de prestar devida atenção há muitos momentos importantes neste processo.Mas eu também já vivi intensamente muitos momentos, e a maioria deles não tiveram ainda seu desfecho.
Percebi a tempo que o caminho é tão importante.Percebi também que se parar um pouco para investir um tempo de conversa, um momento de distração, um pouco de lazer, não vai impedir que a minha caminhada continue, e vai com certeza melhorar a qualidade do meu processo.Hoje eu optei por fazer algumas escolhas, como não deixar essa ansiedade afetar a qualidade da minha vida.
Todos os dias tenho escolhas importantes para fazer, e a maioria delas acontecem dentro de mim, e eu as faço, consciente e segura.Hoje sou uma versão atualizada de mim, que se renovará amanhã, como disse Mario Sergio Cortella.
Quem me conheceu há tempos atrás, saberá que muitas coisas mudaram, porque me permiti caminhar em novidade de vida, e assim, me permito mudar de ideia quando percebo a incoerência delas.
Me permito olhar alguém, não gostar de imediato e mesmo assim não ficar pelo que julguei a priori, mas me permito conversar e então decidir ou não andar junto.Me permito sonhar, sorrir, e parar no caminho.Me permito errar, principalmente, porque aprendo muito quando erro, e muitas vezes só aprendo mesmo quando erro, é a teimosia, mas... ainda prefiro seguir em frente e talvez voltar depois, do que ficar imaginando como seria seguir em frente.Também me permito viver bem com as diferenças, ser séria e ser sorriso, ser triste e feliz.
Me permito viver intensamente os momentos que a vida me dá, com as sensações que despertam em mim.
As vezes eu ainda saio correndo neste caminho, doida de vontade de ver o desfecho de muitas coisas, mas aí, algo me lembra que eu já fiz isso varias vezes, e minha experiência de vida me pára, me coloca de novo no ritmo calmo e seguro.Eu sou uma andarilha em construção, viajante em observação, apaixonada sem noção...A ideia de vida como um caminho a ser trilhado, é pra mim algo muito real, eu gosto de pensar assim.Sei que a cada curva, esquina, avenida, algo diferente me espera, uma coisa que nunca vi, outras que não sei fazer. Então tenho sempre que ousar e aprender.E então, termino com a letra desta canção... que faz muito sentido para mim neste momento!
Depois da Curva
Amanhã, talvez
Esse vendaval faça algum sentido
Dá pra se dizer
Qualquer coisa sobre todo mundo
Por hoje é só
Vou deixar passar a ventania
Talvez amanhã
Vento, vela e velocidade
Mar azul, céu azul sem nuvens
Logo ali depois da curva
Ali, logo ali,
Ali depois da curva
Amanhã talvez
Esse temporal saia do caminho
Dá pra escrever
O papel aceita toda qualquer coisa
Por hoje é só
Vou deixar passar a tempestade
Talvez amanhã
Água pura e toda verdade
Mar azul, céu azul sem nuvens
Logo ali depois da curva
Ali, logo ali,
Ali depois da curva
Ali, logo ali,
Ali depois da curva
Ali, logo ali
Eu vi, eu vim, venci a curva
sexta-feira, 11 de maio de 2012
A LIBERDADE DE ENSINAR E OS LIMITES DA ATUAÇÃO DOCENTE
Carmem Lucia de
Oliveira Melo e Daniela Miketen
3º Per. Pedagogia
Faculdade La Salle
SOBRE OS LIMITES DA ATUAÇÃO DOCENTE
A
Constituição Federal, no art. 205, estabelece que a educação, direito de todos
e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração
da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o
exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.
Considera-se
que, esta lei realmente seja cumprida. Na sequência, o art. 206, sustenta que o
ensino será ministrado com base nos princípios de liberdade de aprender,
ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber e pluralismo de
ideias e de concepções pedagógicas.
Ao
mesmo tempo em que há na Constituição o direito de divulgar o pensamento, há
uma limitação para tal.
O art.
209 diz que o ensino é livre à iniciativa privada, atendidas as condições de cumprimento das normas
gerais da educação nacional e autorização e avaliação de qualidade pelo Poder
Público.
Todos
esses artigos Constitucionais nos remetem ao reconhecimento dos processos de
formação escolar com uma ideia de total liberdade de ensinar e aprender até que
começamos a enxergar as condições e acontece o desencanto.
De
um lado, a liberdade, de outro a limitação, que traz muitas vezes uma
frustração docente, por ter que seguir um sistema imposto, arcaico e que priva
o alcance de resultados concretos em se tratando de formas pedagógicas mais
diversificadas.
A
obrigatoriedade de seguir as normas gerais de educação e as diretrizes
curriculares já estabelecidas nos faz refletir sobre a “liberdade” da ação
docente. Somos, com direitos perante as leis, todos iguais, buscamos os mesmos
princípios relacionados à educação e ensino.
Não
podemos nos acomodar, silenciando sem nos manifestar, sem buscar inovações e
capacitações. Enfim, pode-se driblar as normas impostas, sem que para isso
deixemos de ser dignos, sem desrespeitar, sem deixar de ser ético e atuar com
moralidade.
Não
pretendemos seguir a heteronomia, que seria o oposto da autonomia, nos conduzir
somente pela razão, por forças externas, e sim, agirmos com dignidade e
respeito.
Sabe-se
que ao falarmos de liberdade e autonomia é muito mais complexo e discutível do que
se possa imaginar, pois nos remete a socialização humana como um todo, a
autonomia docente é recorrente nos discursos pedagógicos, mas será que esse
discurso não é somente um slogan?
Será
que os limites impostos não acabam anulando a liberdade professada? A impressão
que temos, é que sim, esses limites têm uma proporção muito maior em relação às
liberdades.
SOBRE A LIBERDADE DE ENSINAR
Por
liberdade entende-se muitas vezes uma ação espontânea e inconsequente a mercê
dos próprios anseios e pensamentos. Dessa maneira, confunde-se ao conceito
popular de liberdade a apreensão de autonomia.
Observando
a Constituição Federal, no título VIII, capítulo III, seção I, sobre a
liberdade de ensinar, fica evidente que esta liberdade é uma via de mão dupla,
porque envolve interesses de quem ensina e de quem aprende, conforme explica
Rodrigues (2012).
Assim,
a atuação docente acontece sob determinados aspectos pré-estabelecidos. Há quem
entenda essas regras como uma maneira de minimizar a ação livre, ou
condicioná-la.
De
acordo com Kant, a liberdade é autonomia e a autonomia é liberdade, e a ação da
vontade de uma pessoa, deve ao mesmo tempo, ser como um princípio de legislação
universal. A razão humana deve se auto legislar e impor limites à sua própria
liberdade.
Significa
que cada pessoa deve ser capaz de administrar sua liberdade.
Dessa
maneira, a liberdade docente está justamente em compreender os limites de sua
ação em respeito a liberdade do outro, e num processo de interiorização, agir
com autonomia, para o cumprimento de suas obrigações.
Os
limites estipulados na Constituição Federal, não deveriam ser como inimigos
mortais do docente, antes servem como uma maneira de universalizar os direitos
para não deixar que as ações sejam regidas às próprias consciências,
privilegiando uns e prejudicando outros.
Com
um sistema normativo, a ação livre tem limites e obrigatoriamente devem-se
respeitar também os limites do outro.
A
liberdade em ensinar vai além do sistema, acontece de dentro para fora. Ainda
que as ações docentes pareçam extremamente limitadas e condicionadas ao
governo, que dita como deve ser, sugere a organização do currículo e todo
funcionamento escolar, há sempre possibilidades de ações, depende de quem
ensina e de sua disposição interior, assim como, depende de quem aprende a sua
disposição interior em aprender.
O
sistema limita sim, normatiza e universaliza a ação docente, mas a mente é um
terreno livre.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Percebemos o fogo cruzado entre dois termos: liberdade e
limite. A grande confusão está no fato de pensarmos que um deve existir
distante do outro, como se a liberdade dispensasse limites e os limites fossem
contrários à liberdade.
Isso seria verdade em uma ilha
isolada com um morador só, que pudesse fazer o que bem entendesse na vida, da
vida e com seu tempo.
Mas quando falamos em sociedade,
falamos também de uma liberdade com limites, andando juntas em equilíbrio, para
que as ações possam ser ponderadas, considerando a si mesmo, e o outro.
Na educação, esse princípio deveria
ser um exemplo.
Contudo, é utopia essa ideia
perfeita. Sabemos que a realidade é parcial, apesar de termos normas que regem
uma igualdade, existe mesmo é muita desigualdade. Apesar de ser livre para
aprender e ensinar, existe de verdade muitas cadeias, internas ou externas.
A questão principal é: como nos
orientarmos diante disso?
Acreditamos que colocar a culpa toda
no sistema não é solução, e além disso, é sempre muito fácil culpar alguém ou
alguma coisa. Ficar choramingando pelos cantos também não trará solução. Há que
entender o que é bom no sistema, e o que não é.
Há que desenvolver um olhar atento,
esperto, crítico e uma caminhada de participação nas decisões o máximo possível.
Se as coisas não mudaram, que não seja porque não houve participação suficiente
dos docentes.
Se a classe docente fosse mais
unida, e buscasse os interesses comuns, com certeza, haveria avanços maiores
referente a liberdade de ensinar, a construção das diretrizes curriculares, e
outros assuntos relacionados à educação.
Mas, essa falta de unidade, faz com
que andorinhas voem solitárias em seus conceitos pessoais, enquanto o verão vai
embora. E outro verão vem, mas elas continuam lá, em seus ninhos confortáveis.
Enquanto for possível atuar sob
normas, que haja atuação eficiente. Se essas normas estão destruindo os
docentes, a educação, os alunos, então é necessário posicionar-se para mudar.
Depende dos olhares, das responsabilidades e disposições em encarar as
circunstâncias para tentar mudar.
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Breve metáfora... vidas secas
Quando era criança,
morava em uma casa no interior do Mato Grosso com um grande quintal. Passava a
maior parte do dia nele, junto com outras tantas crianças que apareciam por lá
para brincar.
No quintal havia
muitas árvores, eram pés de pitanga, de coco, manga, goiaba, laranja, acerola,
e se houvesse mais espaço com certeza teríamos mais.
Minhas preferidas eram
os pés de manga. Árvores grandes e boas para subir e descer. E, além disso, seu
fruto era aguardado com tanta ansiedade que sua lembrança já dava água na boca.
Eram quatro no total, todas
diferentes, manga rosa, borbom, coquinho, e uma em especial que nunca
conhecemos seu fruto.
Essa última, era a
mais mirrada, mais feia.
Meu pai tentava cuidar
dela de várias formas, mexia na terra, aplicava inseticidas, regava. Tudo na
esperança de que ela viesse enfim a produzir seu fruto, crescer e desenvolver-se.
Depois de tentar todas
as possibilidades, meu pai decidiu cortá-la. Ela não fazia nem sombra, nunca
conhecemos seu fruto, seus galhos não eram fortes o bastante para subirmos
nela. Ela estava inútil. E foi cortada.
Não senti sua falta,
hoje só lembrei-me dela porque estava meditando em Mateus 7.15-20, onde Jesus
fala das árvores e seus frutos. Fala de conhecermos as árvores pelos seus
frutos. E então, me veio à memória essa lembrança de infância. E compreendo
muito bem o que Jesus estava querendo dizer.
Mas ele não estava
falando de árvores literalmente, estava falando de nós.
Conhecemos as pessoas
por suas atitudes. E muitas vezes à vista elas podem ser enganosas. Algumas
pessoas não produzem, ficam a vida toda mirradas. Essas pessoas não fazem diferença
quando partem.
Mas assim como na
minha lembrança infantil, havia a figura do meu pai, que se preocupava em
cuidar da árvore infrutífera, assim também penso que nosso Pai se preocupa em cuidar de
nós. É como se Ele mesmo fosse nosso solo e nosso agricultor, nosso adubo e
adubador, nossa água e nosso regador. Ele é o que nos mantém com vida e o que
define a qualidade da nossa existência.
Contudo, há quem prefere enraizar-se em outros solos. E com o passar do tempo, não
crescem, não produzem frutos e morrem.
Não sei você, mas eu
que tenho na memória lembranças muito mais vivas dos pés de manga em que eu
subia, dos frutos que experimentei e me deliciei, penso que a vida deve
refletir nos outros coisas boas de lembrar.
Não sei você, mas eu
também me sinto muitas vezes incapaz de tanta bondade. Só que há uma grande
diferença que posso compartilhar que me sustenta e me mantém com vida, no sentido amplo. É que há
alguém que cuida de mim, "poda" meus "galhos secos", refresca a "terra", e analisa
meus frutos. E só porque tem alguém que cuida de mim dessa forma é que eu posso
continuar me desenvolvendo como pessoa, posso ver esperança, posso sonhar, e
posso amar outras pessoas. Só enraizada nessa verdade é que posso produzir bons
frutos.
E pra terminar essa
metáfora, queria que o mundo todo fosse como um grande pomar sadio e bonito.
Que o mundo produzisse frutos de justiça, paz, amor, generosidade. Essas
palavras que a gente diz em todo réveillon, mas que na íntegra, são só
miragens.
Mas eu não me perco
nas miragens, tenho esperanças.
Tenha você também
esperança...
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Inspiração
Inspiro-me!
Quando
isso acontece tenho vontade de falar, de escrever algo que demonstre o que
sinto.
Acordo
sorrindo a toa, e converso com o cachorro enquanto reparto com ele meu pão.
Ando na
rua conversando com Deus em voz alta, e quando alguém passa eu finjo que estou
cantando para não pensarem que enlouqueci, mas as vezes não dá tempo, e a
pessoa só balança a cabeça.
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Tenho
aquelas ideias malucas que nunca serão concretizadas, porque não há
possibilidade alguma para isso, porque são ideias sem sentido, sem compromisso,
engraçadas. Ideias que trazem o gostinho de viagem, de criatividade e suprem o
desejo de sair do que parece uma rotina, mas no fundo não é.
Inspirar-me
é tão bom.
O sol fica
mais claro, o verde mais verde.
Aquela
simples pedra no quintal ganha uma forma conhecida e de repente já não é mais
uma simples pedra, é A PEDRA.
Assim
também acontece com a cor da caneta que uso para escrever todos os dias, com o
garfo, o prato, o sapato.
O dia
passa e quando chega a hora de repousar, penso, já acabou? Que pena.
E então
começo a me despedir dos verdes mais verdes, dos que me viram falando sozinha,
do dia lindo, das palavras e parece que é o fim.
Mas a
noite me cutuca e me faz ainda querer compartilhar algo, registrar o que foi e
que um dia esquecerei. Então converso de novo com Aquele que me ouviu pela
manhã, leu meus pensamentos, riu comigo das furadas do dia, me fez companhia e
agora me ouve contar tudo de novo com ar de criança feliz e cheia de graça.
Não é
nenhum tipo de entorpecente, nem a comida, a bebida, o clima... é algo que vem
de dentro e vai se mostrando aqui e ali no dia. É inspiração!
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