terça-feira, 8 de maio de 2012

Breve histórico sobre Educação Ambiental


ASPECTOS HISTÓRICOS SOBRE EDUCAÇÃO EMBIENTAL

Daniela Miketen[1]

RESUMO

O universo desde sua origem até os dias atuais sofreu e vem sofrendo transformações significativas a todo tipo de vida nele existente. Essas modificações são decorrentes da própria ação do homem. A partir da primeira e segunda Guerra Mundial, ocorreu uma sucessão de transformações sociais e econômicas, que modificaram o estilo de vida humano e o modo de consumo. A vigência do sistema capitalista de consumo trouxe consigo grandes e trágicas conseqüências sobre as quais trataremos a diante. É inevitável que todas as ações realizadas nesses anos todos de desenvolvimento acelerado, venham acompanhadas de degradação e sérias conseqüências para esta e as próximas gerações.
Palavras-chave: Homem-natureza.Relação.Ambiente

INTRODUÇÃO

A sociedade está envolvida em um contexto globalizado e evoluído em todos os aspectos, contudo, é preocupante a situação da vida em nosso planeta, tanto que o tema ambiente, sustentabilidade, preservação dentre outros, tem sido de destaque na mídia, escolas, debates políticos. Esse contexto nos faz refletir sobre quais os momentos na história em que nós, agentes do caos ambiental, nos descuidamos de toda forma de vida planetária e das conseqüências que isso nos traria no futuro?
Essa questão remete nosso olhar ao objetivo de elaborar uma sequencia história para descrever a relação homem-ambiente ao longo dos anos. Para tanto é preciso entender a história humana e as relações com o meio, dividida em partes especificas, desde povos primitivos, Grécia Antiga, Europa Medieval, Europa Renascentista, Iluminismo, Modernidade. Entender essas fases nos ajudará a reconhecer fatores influentes para o que pensamos hoje a respeito de Educação Ambiental, bem como nos ajudar a verificar erros adjacentes que precisam ser urgentemente corrigidos.
O descuido de entender esse processo faz com que muitos se tornem alienados e despreocupados com relação ao tema.  Não basta apenas falar sobre o que vemos hoje acontecer com o planeta, mas é importante também compreender o processo que nos trouxe como humanidade até o que conhecemos hoje. Conhecer o passado nos dá ferramentas para mudar o futuro e não repetir os mesmos erros. Pesquisar sobre esse tema é de extrema importância. Além de estar em discussão em todas as mídias, por serem reais as modificações ambientais e catástrofes decorrentes dessas modificações, é necessário manter essa discussão em vigor para orientar pessoas as transformações necessárias numa tentativa de amenizar os impactos que sofremos, e buscar novas alternativas para sustentabilidade e vida.
A fim de explicar o contexto social e as mudanças ocorridas durante os anos de nossa existência, a dialética nos ajuda a formular estratégias de ação. O método histórico pode ser base para ações futuras, é o que explica essa pesquisa bibliográfica.

RELAÇÃO HOMEM-NATUREZA NOS POVOS PRIMITIVOS

É lógico pensar que a relação homem-natureza nos povos primitivos não era como a conhecemos hoje, aliás, muito se distancia de nossa forma de relação. Para as primeiras civilizações, cuja cultura era de subsistência, essa relação era baseada na necessidade fisiológica.
Para Sahtouris (1991) há uma distinção entre povos primitivos, divididos entre as sociedades agrícolas e sociedades caçadoras nômades. As sociedades agrícolas eram bem planejadas e administradas; havia grandes cidades e ao mesmo tempo tecnologia agrícola. Esses grupos constituíam sociedades igualitárias, pacíficas e democraticamente avançadas. Em contraste, as sociedades caçadoras nômades seriam constituídas de invasores e conquistadores, experientes no uso de armas. Esses povos não eram igualitários, estabelecendo-se sob forma de competição.
Assim como a organização social dessas comunidades eram diferentes, sua maneira de ver a natureza também se diferenciava. As sociedades agrícolas tinham com a natureza uma relação de parceria, enquanto que as sociedades caçadoras, uma relação de domínio. Na parceria, o ambiente é vivo e está em transformação, assim como o próprio homem. No domínio a natureza é separada do homem, e este tem sobre ela total poder.
Esse contexto nos mostra duas linhas de pensamento com duas maneiras distintas de ação como comenta Cidade (VISÕES DE MUNDO..., 2001, p.6)
Há a possibilidade de contextos sociais e materiais distintos desenvolverem valores opostos que, por sua vez, alimentariam diferentes visões de mundo. Essas predisposições seriam traduzidas em diferenças marcadas nas representações sobre a natureza: (1) a concepção de uma natureza universal, dinâmica e integrada; e (2) uma natureza externa, objeto da intervenção humana

Logo, podemos perceber que desde os povos primitivos, a relação homem-natureza não foi homogênea, embora ambas as culturas procurassem auto sustentabilidade, a forma de pensar sobre o assunto, refletiria em suas ações em longo prazo.

RELAÇÃO HOMEM-NATUREZA NA GRECIA ANTIGA

Uma das mais fortes civilizações que conhecemos foi a Grega. Embora dominados pelo império Romano, suas idéias permaneceram vivas nesse, assim como permanecem até hoje. Consequentemente sua maneira de relacionar-se com a natureza são de suma importância.
Começamos abordando essa fase histórica com os comentários do biólogo, astrônomo e historiador da ciência Sagan (1983) sobre a Jônia: uma região insular na qual se encontrava uma variedade de sistemas políticos, o que facilitava grande diversidade social e intelectual e a livre investigação. Caracterizava-se como uma área com tradição mercantil, na qual o trabalho manual era valorizado. Na Jônia realizou-se a grande revolução no pensamento humano, abrindo caminho para o despertar da ciência, em substituição aos mitos nos quais a vida era governada por deuses imprevisíveis e descontentes. Para o autor, a chave dessa revolução teria sido a mão, favorecendo a experimentação necessária para o desenvolvimento de um conhecimento independente da religião.
Explica Sahtouris (1991) que todos os governos até então eram supostamente influenciados pelos poderes dos deuses, nessa concepção o homem é um ser controlado pelos deuses, bem como a natureza. Mas uma mudança no pensamento começa a surgir, descaracterizando o poder dos deuses, e passando do mítico ao cientifico. Enquanto que os milésios viviam na relação ordem e desordem em que nem mundo nem homem seriam perfeitos, na relação ateniense surge a busca de uma democrática para homens imperfeitos em um mundo imperfeito.
Enquanto o pensamento era totalmente mítico, o homem apenas usufruía dos fenômenos naturais sem modificá-los, pois eram ações dos deuses. Conforme muda o pensamento, o homem começa a perceber uma regularidade nos fenômenos naturais que podem ser aperfeiçoados pelas técnicas. Ou seja, algo pode ser feito para que esses fenômenos não causem danos ao homem. O controle agora é mais do homem do que dos deuses.

RELAÇÃO HOMEM-NATUREZA DA EUROPA MEDIEVAL ATÉ EUROPA RENASCENTISTA.
 
Após um período conhecido como Período das Trevas, do qual pouco sabemos, renasce a história, os fatos, acontecimentos principalmente na Europa grande potencia da época a partir do Sec. V. nesse contexto predominava uma cultura feudal, e o domínio da Igreja sobre a sociedade.
Cidade (2001) acredita que a visão de natureza nesse período, ainda seguia por duas linhas, uma que a via como orgânica, em constante transformação e integração com o homem e outra que a via como objeto separado a ser dominado pelo homem. Como nesse período da Europa Medieval predominava os valores da Igreja, consequentemente influenciados pelos valores judaico-cristãos de natureza, o mais provável é que a relação predominante era de integração homem-natureza.
Já na era Renascentista a partir do Sec. XVI há o florescimento das artes, e o capitalismo emergia na Inglaterra iniciando a transição de uma sociedade agrária para uma sociedade industrial.Os avanços do conhecimento fizeram com que alguns cientistas, embora religiosos, entrassem em conflito com o conteúdo do conhecimento aceito pela doutrina da Igreja”, comenta Cidade (2001, p.9). A conjugação de práticas experimentais com sistemas baseados na razão e no pensamento analítico contribuiu para desencadear o que foi chamado de revolução científica.
Surge nesse tempo uma explosão de pensamentos, idéias, reflexões, que despertaram a mente de filósofos para a ciência. O gosto pelo novo, pelo experimento foi tomando forma e conquistando espaço, de maneira que a visão até então predominante de natureza como parte integrante do homem foi trocada pela visão de natureza controlável.
Observemos as seguintes observações acerca dessa relação homem-natureza nesse período.
As concepções de natureza na Europa renascentista baseavam-se na crença dominante da natureza como entidade exterior, sujeita a regularidades regidas por leis mecânicas, desvendadas pela razão por meio da matemática. Para Galileu, Deus era geômetra, como em Platão. A natureza estaria escrita na linguagem matemática. Assim, a tarefa mais importante na época do renascimento da ciência era “descobrir as leis matemáticas pelas quais Deus criara o mundo. (SAHTOURIS, 1991, p. 209).

“Em Descartes, a natureza era vista como máquina perfeita que funciona sob leis mecânicas e matemáticas, enquanto o objetivo da ciência era o domínio e o controle da natureza” (CAPRA, 1987, p. 56)
Diante desse abrangente horizonte, aconteceram evoluções cientificas significativas, é como se os protagonistas desse tempo estivessem recém começando a descobrir o que era de fato o mundo, o ambiente no qual estavam inseridos. As curiosidades trouxeram significantes descobertas, mas também uma liberdade que mais a frente veremos, se tornou desenfreada.

RELAÇÃO HOMEM-NATUREZA DO ILUMINISMO AOS TEMPOS MODERNOS

Nessa fase da história, embora algumas partes da Europa ainda cultivavam um estilo de vida econômica baseado no feudalismo, em outra maioria avançava o sistema capitalista.
Cidade (2001, p.12) sintetiza nas seguintes palavras a relação homem-natureza a partir das concepções ideológicas em vigor
O século XVIII deixou como legado a emergência do capitalismo e a ampliação de sua área de abrangência, com o aumento da urbanização e a industrialização. Nesse texto, o pensamento filosófico e científico iluminista levou adiante as propostas da racionalidade e do método analítico. Paralelamente, a crítica interna e externa a essas proposições buscou identificar os limites do conhecimento baseado na razão. Linhas não-hegemônicas, de oposição ao racionalismo positivista, como o romantismo e a hermenêutica, valorizavam o sentimento e tendiam a ver natureza e cultura como interligadas. A ênfase no empirismo, principalmente na Inglaterra, influenciou visões da natureza como externa à dinâmica social e, portanto, passível de uma exploração cujos limites estariam projetados para um futuro remoto. As visões deterministas, no entanto, eram bastante marcadas em outros países, como na França e mesmo na Alemanha. Essa perspectiva influenciou bastante o pensamento geográfico da época, parte significativa do qual foi elaborada pelos próprios filósofos. A tendência a considerar o universo um sistema que funcionaria independente de Deus foi levada a extremos no período seguinte, por meio do pensamento evolucionista.

A partir de então, nos aproximamos mais da realidade ambiental vivida hoje. O ano seguinte da história com o estabelecimento do capitalismo trouxe também um modo de produção desordenado e a história planetária passou por bruscas e rápidas rupturas em todo seu sistema.
De acordo com Cascino (1999) o fim da Idade Média é também marcado pelo fim da produção feudal e o surgimento da produção industrial, agregado a revoltas políticas burguesas, descoberta de novos territórios, descobertas cientificas, um tempo de revoluções no modo de andar, de ver, de produzir, de pensar. Dos feudos isolados para o surgimento das cidades, fundadas em novas estruturas, hierarquias, leituras e praticas de poderes.
O mundo passava por mudanças sociais e econômicas. Nesse processo acontecia o ajuntamento de pessoas compartilhando um espaço comum e a natureza passa, definitivamente, a ser alvo de enriquecimento. Outros territórios começam a ser explorados para que mais riquezas fossem encontradas e comercializadas.
Também surge nesse meio, pessoas como Darwin, que se interessavam pela pesquisa, com uma visão de ecologia como ciência. Cascino (1999) relata que Darwin realizou muitas pesquisas pelo mundo que deram origem a sua obra A Origem das Espécies publicada no final de 1859. Mentor da teoria evolucionista, segunda a qual todos os seres vivos desenvolvem-se a partir de sua relação com o meio ambiente, Darwin inspira olhares poéticos. Surgiram os nomes Ralph Waldo Emerson e Henry David Thoreau, o primeiro poeta, escritor e conferencista que inspirou nomes para uma vida equilibrada em contato com a natureza e harmonia com a essência humana. Junto com Turiúa inspirou gerações de jovens, principalmente americanos, sendo uma referência do movimento hippie e desobediência civil. Thoreau foi um símbolo do movimento ambientalista e amor a natureza. Entrava em conflito com seus vizinhos e administradores públicos onde vivia.
Alguns olhares estavam atentos as transformações rápidas que vinham acompanhando o capitalismo, e esses olhares tornaram-se vozes, eram considerados rebeldes ao governo civil, pois suas idéias de paz e harmonia ambiental eram contra o consumismo desequilibrado vigente. Essa mesma filosofia inspirou Gandhi que lutava pacificamente, dentre outras coisas, por uma boa relação com o espaço.
Relata ainda Cascino (1999) que com a eclosão da primeira guerra mundial (1918) houve uma redefinição dos territórios e estruturas dos povos e culturas. A guerra marcou o início da substituição de um modelo de dominação com a introdução de novos valores para as sociedades. Foi um tempo de revoluções sociais e políticas. Na Rússia o primeiro governo comunista. Nos estados unidos um acelerado e avassalador processo de industrialização e na America do sul também começavam processo migratório, produção industrial.
O período pós guerra trouxe grandes avanços tecnológicos nos transportes, comunicação, microeletrônica e ciência. O conceito era dominar o espaço. Aumentava a população urbana e a organização social ficava cada vez mais desorganizada.

DECADA DE 60: PERIODO DOS MOVIMENTOS

Cascino (1999) destaca os diversos movimentos que surgiam na década de 60: hippies, feminismo, negro (Black Power), pacifismo, liberação sexual e a pílula, drogas e rock-and-roll, manifestações anti Guerra Fria e a corrida armamentista nuclear e anti-Vietnã, em que os estudantes clamavam por um planeta mais azul.
Esses movimentos tentavam resgatar o individuo na massa. O Brasil, que passava pelo período de Regime Militar, tinha também suas vozes na musica como: Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa e outros, bem como mobilizações estudantis e Paulo Freire com a alfabetização de adultos. Nesse contexto todo era desenfreado o uso de pesticidas, inseticidas e perda de qualidade de vida.
O ambientalismo passa também a ser identificado como um movimento daqueles que buscavam a preservação do meio ambiente. A ecologia, vista até então como ciência, e baseada apenas na relação homem-natureza, ganha adeptos pela conscientização maior dessa relação, não focada apenas na natureza, mas em todo o ambiente, e a integração homem-meio. O mundo estava em grande movimentação e com emergências de processos de deterioração, o risco atômico originados da produção capitalista e guerra fria.
O primeiro grande texto a respeito das questões ambientais e dos limites para o desenvolvimento humano foi publicado em Roma, em 1968 intitulado os limites do crescimento, esse texto faz um amplo estudo sobre o consumo e as reservas dos recursos minerais e naturais e os limites de suporte/capacidade ambiental, ou a capacidade de o planeta suportar desgastes e crescimento populacional,  Cascino (1999).
O homem se identifica como agente transformador/destruidor da natureza e a Educação Ambiental surge como proposta para repensar essa relação, buscando em meio ao caos já instalado, alternativas de desenvolvimento sustentável.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Olhando essa retrospectiva histórica, percebe-se que o homem sempre se relacionou com o meio, mas esse relacionamento muitas vezes se deu de maneira impensável. Enquanto o homem não se percebe parte do meio, mas apenas dominador, usufruidor deste, ele o usa desordenadamente. Pensar que tudo um dia poderá acabar é algo que analisamos hoje por perceber que o crescimento urbano, industrial, capitalista já ultrapassou os limites que a natureza poderia suportar. Contudo, ao colocar na balança sustentabilidade e enriquecimento, o homem parece preferir o enriquecimento. Ainda há vozes que buscam uma relação melhor compreendida entre homem-natureza, e até que tudo tenha fim, elas sempre existirão. Mas há um sistema mais forte, que parece não escutar. Os erros históricos da má relação homem-natureza, acentuados com o capitalismo e a industrialização, tem desencadeado sérias consequências em nossos dias, e as medidas que hoje vemos serem anunciadas para melhorar a qualidade de vida no planeta, são na verdade como um medicamento que prolonga os dias de vida, mas não evitam a chegada da morte.

REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS

CAPRA, Fritjof. O Ponto de Mutação; a ciência, a sociedade e a cultura emergente. São Paulo: Cultrix, 1987.

CASCINO, Fabio. Educação Ambiental: Principios, Historia, Formação de Professores. SãoPaulo, Editora: Senac 1999.

CIDADE, Lúcia Cony Faria. Modernidade, visões de mundo, natureza e geografia no século dezenove. Espaço e Geografia, Brasília, v. 4, n. 1, 2001. Disponivel em <http://www.geoambiente.ufba.br/Arquivosextras/Textos/Visoesdemundo/VisoesdeNatureza> acesso em 06 de agosto de 2011.

SAGAN, Carl. Cosmos. New York: Random House Inc., 1980.

SAHTOURIS, Elisabet. Gaia: Do caos ao cosmos. São Paulo: Interação, 1991.



[1] Graduando 2º Semestre de Licenciatura em Pedagogia pela Universidade La Salle, Lucas do Rio Verde. 

Laboratório de Projetos: Educação Ambiental


CONSCIENTIZAÇÃO AMBIENTAL NA EDUCAÇÃO ESPECIAL EM LUCAS DO RIO VERDE

Daniela Miketen[1]
Daniela Valério
Raiane Placido    

RESUMO

Este artigo tem o proposito de mostra de forma simples que o primeiro passo para trabalharmos com as questões ambientais de forma concreta é através da conscientização, tendo a educação como ponte para chegarmos a esse proposito. A educação especial, que é a educação de pessoas com deficiências mentais tem um papel muito importante, uma vez que elas estão inseridas em uma sociedade, também possuem deveres como cidadãos de zelar e cuidar do nosso planeta. Através de uma pesquisa realizada com a APAE, A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Lucas do Rio Verde, com o objetivo de percebermos como estão sendo trabalhados as questões ambientais nas escolas especiais, ficou em evidência o interesse da mesma em trabalhar com a educação ambiental de forma mais concreta, possibilitando assim que pudéssemos projetar um trabalho para auxiliar nessa caminhada junto ao alunos, através de oficinas semanais onde despertará o interesse e estimulará o cuidado ao meio ambiente que a casa de todos.        


INTRODUÇÃO

Conscientização é uma palavra que traz consigo o pensamento de possibilidades, quando as ações não são possíveis a conscientização é sempre possível.
Não é novidade que estamos vivendo um período de grandes catátrofes e desiquilibrios ambientais, e são necessários movimentos conjuntos para preservar a vida e a qualidade da vida.
Nesse sentido, a conscientização é o primeiro passo para propagar ideias, alcançar metas em conjunto, compartilhar responsabilidades para avançar no processo de guardar a terra.
A educação é como porta aberta para esse trabalho, nesse sentido, pensou-se em como trabalhar a conscientização ambiental na educação especial?
A resposta a essa questão não é tão simples, é importante entender a respeito de educação especial, para então considerar esse espaço como fundamental para o trabalhar de uma consciência ambiental, como em todos os níveis educacionais. Há quem pense que educação especial é um espaço sem muitas oportunidades de ação. Esse pensamento é pequeno, visto que encontramos na educação especial exemplos de ações que são mais conscientes que muitas outras ações praticadas por indivíduos que não são portadores de necessidades especiais.
O objetivo desse artigo é despertar a reflexão acerca da inclusão de conscientização ambiental no currículo da educação especial, como prática pedagógica essencial ao desenvolvimento cognitivo e psicológico das crianças.
Palavras Chave: Conscientização.Educação Especial.Ambiente


O DESPERTAR DE UMA CONSCIENTIZAÇÃO AMBIENTAL

Durante muitos anos na história a relação do homem com a natureza era fruto de uma visão fragmentada, o homem um ser isolado da natureza e a natureza um ambiente descontextualizado. Essa relação mudou e alterou também o pensamento do homem em relação ao meio. Hoje, são muitas as declarações que demonstram a preocupação do homem em relação ao meio, que é parte da sua própria vida. Veremos algumas disposições em que percebemos o despertar de uma consciência ambiental na sociedade.
De acordo com a Constituição da Republica Federativa do Brasil de 1988 no capitulo VI do meio ambiente, art. 225, “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado (...) impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”. Para assegurar a efetividade desse direito o Poder Publico precisa, entre outros fatores, “promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente”.
Em 1992, no Rio de Janeiro, aconteceu uma Conferencia Mundial para o Meio Ambiente e Desenvolvimento, reafirmando a Declaração aprovada em Estocolmo em 1972 que estabelece uma aliança mundial pela criação de novos níveis de cooperação entre os Estados e setores chaves da sociedade e pessoas para alcançar acordos que atendam aos interesses de todos e proteja a integridade do sistema ambiental e desenvolvimento mundial.
A Educação Ambiental, fenômeno social localizado na interseção entre Sociedade, Educação e Natureza, iniciou sua trajetória de construção há cerca de trinta anos.O ano de 1972 foi histórico para o movimento ambientalista mundial culminando com a Primeira Conferência Mundial de Meio Ambiente Humano, em Estocolmo, na Suécia. A Educação Ambiental no Brasil não traçou um caminho linear. Passou muitos percalços para sua implantação e desenvolvimento no ensino formal, não-formal e informal. (PEDRINI, 2002).
Atualmente, a Educação Ambiental vem sendo incluída nos currículos escolares por iniciativa do MEC que postula uma educação para Consciencia Ambiental e preservação e conservação da natureza.
Reigota (1998), analisando os caminhos da história da Educação Ambiental no Brasil, conclui que a temática ambiental brasileira é variada e complexa, desta maneira não poderia ser diferente a forma de se trabalhar com ela na Educação Ambiental.
Na análise de Reigota (1988), a EA precisa cada vez mais manter sua autonomia e independência crítica, só desta forma poderá ser uma real possibilidade
de mobilização social e participação cidadã frente aos complexos problemas ambientais, regionais, nacionais e planetários.
A consciência sobre educação ambiental, preservação e integração é nova no Brasil. A boa notícia é que ela está surgindo em vários setores sociais, e a educação é essencial no processo de ampliação dessa conscientização ambiental. Quanto mais órgãos públicos estiverem envolvidos, mais rápido haverá a expansão de atitudes preventivas e paliativas em relação a vida na terra.
No contexto desses tratados e encontros está um reconhecimento de que a humanidade enfrenta problemas graves ambientais e sociais e que somente com unidade será possível avançar em ações que possam amenizar as dimensões em que as catástrofes avançam. Eles refletem o despertar da conscientização ambiental.


EDUCAÇÃO ESPECIAL E PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM LUCAS DO RIO VERDE

A APAE, A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Lucas do Rio Verde – MT, é uma instituição filantrópica, sem fins lucrativos de direito privado, que foi fundada em nossa cidade em 26 de maio de 1993.
Após a fundação da APAE, buscou-se a criação de uma escola especial que seria mantida pela associação, já que as crianças e jovens especiais do município tinham que ir até a APAE de Sorriso para receber atendimento especializado.
            Diante dessa situação a diretoria da APAE eleita em 1993, buscou parcerias com a Prefeitura Municipal  e ajuda da comunidade  para agilizar a criação  da Escola Especial que iria dar o atendimento às Pessoas com Necessidades Especiais.
            A Escola Especial Renascer iniciou suas atividades em agosto de 1994, com oito alunos, num prédio doado pela Prefeitura Municipal, situado a Rua Machadinho, s/nº, bairro Pioneiro, necessitando de várias reformas e adaptações. O quadro de funcionários era de apenas 05 pessoas, sendo todos esses funcionários cedidos pela prefeitura municipal.
O primeiro presidente da APAE de Lucas do Rio Verde foi o senhor Diniz Brunes Betella, tendo como vice-presidente a senhora Ana Kothrade. Sendo que atualmente o presidente é o senhor Antonio Donizete Cavalaro e como Diretora Pedagógica Edineia Rocha Bezerra desde julho de 2000.    
Em agosto de 2003, foi inaugurado o prédio novo e adaptado com uma área construída de 1.112,14 m2, localizado na Rua Paranapanema, 857-S, Bairro Alvorada. Esse sonho tornou-se realidade graças á ajuda da Prefeitura Municipal de Lucas do Rio Verde e da Comunidade local.
Hoje atendemos a 98 alunos especiais, distribuídos em turmas de acordo com LDB/96, respeitando a idade cronológica, a deficiência  e grau  de comprometimento, tanto mental quanto físico, nos seguintes níveis: Educação Infantil, Ensino Fundamental, Profissionalização e EJA(Educação de Jovens e Adultos).   
Além desses atendimentos, a escola oferece a parte especializada, com atendimentos de: Psicologia, Fisioterapia, Hidroterapia, Fonoaudiologia e Assistência Social.  
Alem dos objetivos educacionais, temos como meta estimular a independência dos alunos nas atividades de vida diária e pratica, bem como favorecer a reabilitação tanto físico como também social do educando.
Ao longo desses anos buscamos sempre atender o número máximo de  aluno com muita qualidade e responsabilidade, acompanhando sempre as mudanças educacionais.  Com isso, trabalha-se o ensino profissionalizante tendo como objetivo a inclusão dos jovens de deficiência no mercado de trabalho bem como a sua independência. Visando a inclusão social dos alunos desenvolver-se projeto de profissionalização como: auxiliar de sala, empacotador de supermercado, jardinagem e serviços gerais.
A escola oferece atendimentos educacionais especializado a crianças, jovens e adultos portadores de deficiência mental e outra(s) deficiência(s) associada(s) como autismo, Paralisia Cerebral, hidrocefalia, microcefalia, deficiências múltiplas e pessoas com sídrome de down nos níveis de Educação Infantil e Ensino Fundamental, e nas modalidades de Educação de Jovens e Adultos e Formação Profissional.
Quanto aos níveis, a escola oferece Educação Infantil e Ensino Fundamental, quanto às modalidades Educação de Jovens e Adultos em programas organizados conforme faixa etária, de forma que responda às necessidades educacionais e possibilidades de aprendizagem dos educandos.
A escola adota o sistema anual caracterizado pelo regime de progressão continuada. Para os alunos que não concluem os níveis exigidos será assegurado a terminalidade específica, conforme nível de desempenho, habilidades e competências adquiridas, observando a Resolução 261/02 CEE/MT.
A escola funciona em período matutino e vespertino.
A modalidade de Educação Especial permeia os níveis de Educação Infantil, Ensino Fundamental, e as modalidades de Educação de Jovens e Adultos e Formação Profissional, no sentido de garantir atendimento às peculiaridades dos educandos da escola.
Os currículos e programas serão organizados numa abordagem de busca à construção do conhecimento nas áreas de Língua Portuguesa, Matemática, Ciências Naturais, História, Geografia, Artes, Educação Física, assim como os temas transversais que compreendem Ética, Meio Ambiente, Saúde, Pluralidade Cultural e Orientação Sexual.
As atividades serão realizadas de acordo com o ritmo, tempo e estilo de aprendizagem dos alunos.
As atividades curriculares educacionais serão articuladas com as atividades terapêuticas visando ao desenvolvimento global do aluno para consecução dos objetivos educacionais.
Para não prejudicar o tempo escolar e os objetivos educacionais para o aluno, os exercícios terapêuticos serão preferencialmente desenvolvidos em turno contrário.
Os alunos matriculados na escola terão direito às ações educacionais e pedagógicas conforme níveis e modalidades de ensino e atendimentos específicos, de acordo com as necessidades e possibilidades de aprendizagem, de suprimentos necessários e de direito, como merenda escolar, materiais escolares, assim como apoio e orientação aos seus familiares.
Por tratar-se de atendimento a educação com característica e necessidades educacionais peculiares, os níveis e modalidades de ensino, oferecidos pela escola serão permeados com a modalidade de Educação Especial para garantia de recursos específicos e adaptações necessárias.
Os programas educacionais serão reestruturados e adaptados sempre que necessário, em função de ações didático-pedagógicas, nível de desenvolvimento, necessidades e possibilidades de aprendizagem dos educandos.
A escola oferece serviços e apoios especializados aos alunos incluídos na escola regular visando suprir as necessidades educacionais para permanência na escola e sucesso no processo ensino-aprendizagem
            A Escola Especial Renascer, tendo como base a Nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei n.º 9.394, de 1996), que trata a educação como instrumento fundamental para a integração e participação da Pessoa Portadora  de Deficiência, no contexto em que vive, a  partir desta definição que trata o art. 58 da LDB, a missão  da Escola Especial Renascer, ultrapassa a concepção de atendimento especializado e passa a se tratar de uma modalidade de educação escolar, voltada para a formação do indivíduo organizando a prática pedagógica, de forma a respeitar a diversidade dos alunos, tornando-os cidadãos críticos, capazes de participar da vida social, política e cultural, bem como dar-lhe aperfeiçoamento profissional para que possa ser inserido no mercado de trabalho, com vista ao exercício da cidadania.
Baseando-se na Estrutura da Educação Nacional a Escola Especial Renascer  procurando estar em sintonia com a Educação e satisfazer as necessidades básicas de educação para todos, capazes de tornar universal  a educação fundamental e de ampliar as oportunidades de aprendizagem para crianças, jovens e adultos, partindo do compromisso com a equidades e com o incremento da qualidade como também com a constante avaliação dos sistemas escolares, visando o seu contínuo aprimoramento (PCNs).
            Assim ao assegurarmos esses atendimento pedagógico do aluno com deficiência e a superação de seus desencontros com a realidade escolar atual, e que a Escolas Especial Renascer, adota a Estrutura Funcional das Escolas Especiais.


OFICINAS DE CONSCIENTIZAÇÃO COMO PARTE DO CURRICULO DA EDUCAÇÃO ESPECIAL.

O material apresentado é resultado de uma pesquisa objetiva com o objetivo de saber o nível de envolvimento da Escola Especial Renascer em Lucas do Rio Verde – MT, com a conscientização ambiental na educação.
Após reunir os dados e analisar as respostas, percebemos que essa instituição tem um compromisso em conscientizar seus alunos sobre educação ambiental, e projetamos um trabalho para auxiliar nesse processo educacional que consiste na orientação semanal por meio de oficinas dinâmicas sobre reciclagem, reaproveitamento de lixo orgânico, diferentes tipos de lixo e seus processos de decomposição, entre outros. As oficinas serão realizadas uma vez por semana com tempo máximo de uma hora, utilizando-se de métodos visuais, auditivos, sensoriais, como: músicas, construção de objetos com reciclagem, teatro, massa de modelar, em que o aluno estará, através dos sentidos, moldando seu próprio conhecimento em relação a natureza e preservação ambiental, de maneira integrada e participativa.
Essa abordagem tem por objetivo futuro, despertar mais interesse do aluno sobre o ambiente em que está inserido e do qual faz parte para que possa orientar suas atitudes mais simples de maneira consciente. E ainda promover campanhas para toda a sociedade a partir dos testemunhos vivenciados com os alunos.


CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ao final desde trabalho podemos perceber a importância da conscientização das pessoas para mantermos o planeta em equilíbrio, sabemos que não é um trabalho simples, requer paciência e muita força de vontade uma vez que não depende só de um e sim de todos, sobre tudo para nos como futuros educadores e formadores de opiniões, o contato com escolas especiais nos trás um gostinho do que teremos no futuro e da responsabilidade que cada vez mais nós como futuros educadores teremos  com a sociedade, de forma pessoas consciente e que busquem o bem comum, e que seja capazes de deixar para as futuras gerações um planeta melhor para se viver.


REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS

APAE, Lucas do Rio Verde-MT, disponível em acesso em 23 de novembro de 2011 as 13h30min.

Legislação ambiental – leis e decretos federais, atos de CONAMA e atos multilaterais assinados pelo Brasil, 2011.

PEDRINI, A. G. (Org.). Educação Ambiental: reflexões e práticas contemporâneas. Petrópolis (RJ): Editora Vozes, 1997.

REIGOTA, Marcos. O que é educação ambiental. São Paulo: 1994.


[1] Graduando 2º Semestre de Licenciatura em Pedagogia pela Universidade La Salle, Lucas do Rio Verde. 

Ética efetiva na educação


EFETIVAÇÃO DE VALORES ÉTICOS NA EDUCAÇÃO

Daniela Miketen[1]
danimiketen@gmail.com


RESUMO

Há alguns anos na história da educação no Brasil, ela era reconhecida como fonte de salvação as mazelas econômicas e sociais, hoje segundo o que se vê em jornais, ela é um ambiente de perigos e desafios, professores são vistos como heróis de resistência, ou por outros olhos, loucos. O que não podemos negar é que há uma grande distancia entre o primeiro conceito e o atual. A educação não é a salvação total de todas as mazelas sociais, mas também não é um campo de guerra amedrontador. É instrumento de transformação social, e por essa esfera passam todos os indivíduos que constroem a sociedade. Falar sobre efetivar valores éticos na educação é o mesmo que reconquistar conversas perdidas sobre o mundo e a sociedade. É trazer uma consciência do atual momento e o comportamento do homem no momento, mais que isso, poder visualizar alternativas que fariam da sociedade atual, um ambiente de melhores relações. Sim, a educação é fundamental para efetivar esses valores éticos.

1. APRESENTAÇÃO

As expressões pessoais em relação à vida, cotidiano e sociabilidade são hoje, expressões que externalizam valores internos, moral. Há diversas regras práticas, leis, códigos de conduta, que existem para melhorar a convivência, ética. Mas, segundo Platão, esses códigos de conduta só serão devidamente seguidos se a pessoa interiorizar o significado dessas ações, caso contrário, ela o fará apenas quando for fiscalizada, ou quando estiver sob observação. Quando, de outra maneira, não estiver sob observação, e não compreendendo o sentido das ações éticas impostas, ela fará o contrário, UCH (2011).
Será que a ética é universal, ou seja, ela realmente existe para facilitar a convivência de todas as pessoas? Por que alguns valores éticos são dificilmente seguidos? Como interiorizar no ser, os valores éticos para uma conduta moral apropriada independente de observação?
Essas perguntas ajudam na reflexão sobre os comportamentos humanos. Sabemos, por exemplo, que as regras de trânsito existem para preservar a vida e melhorar a movimentação, todos conhecem as regras, o código ético, mas poucos o seguem devidamente, ou somente o fazem porque sabem que em determinado momento estão sendo observados. Em outros momentos, pessoas rompem os códigos de conduta como ato desesperado pela vida, quando alguém rouba para comer, por exemplo, e muitas vezes o rigor da lei lhe apanha de maneira mais cruel que para outros que transgridem os códigos éticos por falta de moral internalizada. Por que algumas pessoas sofrem as penalidades, e outras não? O que dizer sobre o jeitinho brasileiro?
Veremos que o conhecimento ético traz responsabilidades sociais, e há diferentes pontos de vista sobre uma situação, mas a questão fundamental desse plano é a reflexão sobre como interiorizar valores morais para a compreensão e efetivação ética de bem viver em sociedade. Próximo à tradição aristotélica, a noção de “éthos” estava articulada à idéia de possessão, de estado adquirido, hábito, estado de alma, atitude ao agir de certo modo. Assim, o “êthos” corresponde à aquisição estável, pelo indivíduo, mediante a educação, de uma sabedoria prática que lhe possibilite agir segundo a escolha da melhor via para a consecução de um fim considerado bom. O “êthos” torna-se, assim, caráter. Daí, o papel preponderante do aprendizado na constituição de uma vida virtuosa, UCB (2011).
A discussão ética ajuda a questionar o que já está interiorizado pela moral.

2.IMPORTÂNCIA DA ÉTICA EM SALA DE AULA.

A sala de aula é mais que um ambiente que recebe pessoas e depois as libera para o mercado de trabalho. Essa concepção foi fortemente enraizada no Brasil a partir da década de 1940, juntamente com a necessidade de atender as demandas do mercado de trabalho industrializado. Muito tarde começaram a pensar em educação reflexiva.
Hoje se faz necessário que a escola prepare pessoas para o mercado de trabalho, mas, além disso, pessoas capazes de criar, inovar, decidir e refletir. Principalmente, porque a vida traz dilemas éticos dos mais diversos. São situações diárias com as quais os profissionais precisam aprender a trabalhar e agir. A escola deve ser participante do processo de reflexão. Ela não decidirá por seus educandos, mas deve despertar questões para que cada um descubra seus próprios conceitos morais e como respondem aos dilemas éticos, tentando ao máximo, promover ações justas e verdadeiras.
O objetivo desse plano é propor a integração da reflexão ética e moral, nas atividades cotidianas em sala de aula numa tentativa de interiorizar valores para apropriação ética. Essa reflexão se dá através de dilemas compartilhados entre os próprios educandos, vistos diariamente e a resposta pessoal a eles.
O art. 1º da Constituição Federal traz, entre outros, como fundamentos da República Federativa do Brasil a dignidade da pessoa humana e o pluralismo político. A idéia segundo a qual todo ser humano, sem distinção, merece tratamento digno corresponde a um valor moral. 
Outros trechos da Constituição que remetem a questões morais. No art. 3º, lê-se que constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil (entre outros): I) construir uma sociedade livre, justa e solidária; III) erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; IV) promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. Não é difícil identificar valores morais em tais objetivos, que falam em justiça, igualdade, solidariedade, e sua coerência com os outros fundamentos apontados. No título II, art. 5º, mais itens esclarecem as bases morais escolhidas pela sociedade brasileira: I) homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações; (...) III) ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante; (...) VI) é inviolável a liberdade de consciência e de crença (...); X) são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas (...).
Percebe-se que a partir da constituição federal, há uma preocupação em que todas as pessoas sejam valorizadas e livres. Há também a preocupação para que os direitos sejam iguais e que sejam tratadas com humanidade.
A escola desenvolve papel fundamental na formação de consciência crítica construtiva e valores para validar a ética que ajudará o individuo a preservar uma conduta que traga vida aos princípios constitucionais.
Seguiremos a discussão em torno de princípios essenciais a construção de uma consciência moral.

2.1 Efetivação dos valores morais

A ética só pode ser legitimada pela moral, quando alguém faz o que é necessário não apenas por obrigação de lei.  Parafraseando Aristóteles, fazer ou não fazer? Eis a questão.
Bordignon (2011) escreve que segundo Piaget, há uma seqüência de desenvolvimento moral apresentado da seguinte maneira:
·         0-2 anos, desenvolvimento Pré-moral: a criança não tem nenhuma consciência moral, nem noção do certo ou errado, ela capta os conceitos de ser, sentir e viver dos pais.
·         2-8 anos, Heteronomia Moral: a criança tem, numa atitude unilateral, um respeito absoluto aos mais velhos. As normas são totalmente exteriores.
·         8-12 anos, Semi-Autonomia: a criança inicia-se no conhecimento das regras e na capacidade de diferenciação entre deveres e regras, entre o que pode buscar e decidir e o que é norma externa, dos adultos.
·         Após os 12 anos, Autonomia Moral: ela é capaz de elaborar suas próprias formas de pensar e agir, escolher valores, orientações e normas de vida. A consciência moral torna-se independente das normas prescritas pelos outros, reconhecendo sua necessidade, mas reforçando a interpretação e construção pessoal dos princípios.
Bordignon (2011) escreve ainda que Kohlberg apresenta a construção moral nos seguintes níveis:
1. Nível Pré-Convencional: As decisões morais são geradas a partir de acontecimentos externos, obediência às regras e a autoridade por medo de castigo ou punição.
2. Nível Convencional: As decisões morais são geradas a partir de expectativas e papéis socialmente reconhecidos e definidos pelo grupo ou sociedade de interesse. A perspectiva sócio-moral é a do grupo de interesse.
3. Nível Pós-Convencional ou Baseado em Princípios: As decisões morais são geradas a partir de direitos, valores e princípios com que todos concordam para compor uma sociedade destinada a ter práticas justas e benéficas. A perspectiva sócio-moral é a partir dos valores e princípios universais.
Tanto Piaget como Kohlberg mostram que o individuo passa por um processo de construção moral que são efetivados ao longo do tempo, conforme compreensão e práticas desses. Para que a ética tenha sentido na vida do individuo ele precisa ter esses valores morais efetivados dentro de si. Assim, ele assume uma postura de homem livre, porque sabe o que precisa fazer, sabe porque deve fazer e por compreender o principio por trás da lei, ele é capaz de obedecer conscientemente.

2.2 Universalização da ética

A universalização da ética propõe pensar princípios básicos que facilitam a convivência entre as pessoas de maneira geral. Em sala de aula encontram-se, por exemplo, pessoas de diferentes culturas e contextos, cada uma diante do que vive apresenta comportamentos distintos, muitas vezes esses comportamentos impedem uma boa convivência.
Valls (1994) comenta sobre a dificuldade de universalizar a ética, uma vez que os costumes mudam e o que ontem era errado hoje pode ser aceito, também o que é aceito em uma cultura pode ser rejeitado em outros lugares, do mesmo país até. Nesse sentido um comportamento correto em ética seria um comportamento adequado aos costumes  vigentes, enquanto vigentes.
Assim como os costumes variam, os valores que os acompanham também variam de um povo a outro, uma época a outra.
“Uma boa teoria ética deveria atender a pretensão de universalidade, ainda que simultaneamente capaz de explicar as variações de comportamento, características das diferentes formações culturais e históricas”, (Valls, 1994, p.16).
Kant buscava uma ética de validade universal, que se apoiasse na igualdade fundamental entre os homens. Sua filosofia se volta sempre, em primeiro lugar, para o homem, e se chama filosofia transcendental porque busca encontrar no homem as condições de possibilidade do conhecimento verdadeiro e do agir livre. Kant achava que a igualdade entre os homens era fundamental para o desenvolvimento de uma ética universal, UCB (2011).
Falar de ética significa falar da liberdade. Num primeiro momento, ética nos lembra as normas e a responsabilidade. Mas não tem sentido falar de norma ou de responsabilidade se não partirmos da suposição de que o homem é realmente livre, ou pode sê-lo. Pois a norma nos diz como devemos agir. E se devemos agir de tal modo, é porque também podemos não agir deste modo. Isto é: se devemos obedecer, é porque podemos desobedecer, somos capazes de desobedecer à norma ou ao preceito, comenta Valls (1994).
É possível perceber que universalizar a ética no sentido de torná-la igual a todos os povos e em todos os lugares é algo inapropriado. Mas é possível considerar os comportamentos em vigor e analisá-los sob perspectiva de valores e princípios legais dentro de determinado contexto e também visando o bem comum, para que se possa construir uma ética universalizada.
Vàzquez (31º Ed. 2010) resume bem esse entendimento de universalização quando explica que a ética é teoria, investigação ou explicação das experiências humanas ou forma de comportamento dos homens considerando a sua totalidade, diversidade e variedade. O valor da ética está naquilo que explica e não no fato de prescrever ações concretas, ela é a explicação daquilo que foi ou é com o objetivo e fazer refletir sobre o fato dos homens terem recorrido a praticas morais diferentes e até opostas  ao decorrer do tempo. Não lhe cabe formular juízos em nome de uma moral absoluta e universal, mas explicar a razão de ser desta pluralidade e mudanças de moral.
A discussão reflexiva sobre os comportamentos antigos e atuais faz com que o educando entenda algumas transformações de valores no homem e em seu contexto, ou movidos pelo seu contexto e é importante para trazer a sala de aula uma reflexão interior do atual contexto e os atuais valores que ele impõe. Nisso a ética em sala de aula, não como disciplina, mas como reflexão integrada às disciplinas, é como um elemento fundamental para o desenvolvimento  crítico e saudável para conexão com os comportamentos morais práticos em sociedade.

3. ÉTICA E RELAÇÕES SOCIAIS PARA UMA BOA EDUCAÇÃO

A ética como reflexão está integrada a outras ciências que estudam as relações e comportamentos dos homens em sociedade, e contribui para esclarecer o tipo de comportamento humano que é o moral, Vázquez (31º Ed. 2010).
Os agentes morais são indivíduos que vivem em sociedade, fazem parte de uma comunidade e seus atos influenciam as relações, tornando-as boas ou ruins, agradáveis ou desagradáveis, construtivas ou destrutivas. Por isso, o individuo não pode ter um comportamento moral unicamente individual, uma vez que esse comportamento afeta o social.
Nota-se na atual sociedade comportamentos humanos que não refletem a preocupação com a comunidade, indivíduos que agem defendendo seus interesses muitas vezes supérfluos ou errados, trazendo grandes transtornos para o todo. Do mesmo modo, o educando reflete em suas ações, que valores possui, e na maioria dos casos, o que deseja mesmo é defender interesses individuais. Não se pode esconder que há dilemas conflitantes como: será que devo dizer a verdade o tempo todo mesmo que a verdade me faça perder uma amizade? Devo expor um amigo quando vejo que ele faz algo errado? É justo matar alguém em legitima defesa? Esses são alguns dos muitos conflitos que vemos na sociedade, e há diversas respostas uma vez que ela é resultado do que o individuo pensa e construiu dentro de si mesmo.
Mas quando desafiados a pensar sobre essas respostas, o educando deve considerar a vida social, o coletivo, o lugar em que está inserido e as consequencias de cada resposta ao todo.
Vázquez (31ºEd. 2010) aponta três aspectos básicos e fundamentais para a qualidade social da moral:
a) cada individuo se sujeita a determinados princípios, valores ou normas morais, mas é considerável que os indivíduos pertencem a épocas e comunidades diferentes, onde vigoram normas dominantes.
b) o comportamento moral é tanto um comportamento de indivíduos como de grupos sociais, cujas ações têm caráter coletivo. Mesmo quando se trata de um indivíduo em sua ação particular, sua atitude tem consequencias sociais e podem ser aprovadas ou desaprovadas pela maioria, os atos que não tem conseqüência alguma para o outro, não podem ser considerados atos morais.
c) as idéias, normas e relações sociais nascem e se desenvolvem em correspondência com uma necessidade social.
Nesses sentidos, a função social da moral é garantir determinada ordem social. E para isso, são criadas algumas vias, como o direito, que assegura o cumprimento de normas para a ordem social. A função social da moral é imutável.

3.1 A integração moral em diversos setores sociais

O homem não apenas esta envolvido em relações  com o mundo, mas pode transformar essas relações de acordo com o objeto com o qual entra em contato ou com o tipo de necessidade que procura satisfazer.
Vázquez (31ºEd. 2010) aponta algumas relações da moral com setores sociais.
A. Religião
Pode-se entender a religião como a crença na existência de forças sobrenaturais ou num ser transcendente. Ela fala de salvação dos males desse mundo, reconhecendo a existência de males, a expressão da miséria real. Com forma de protesto a miséria real, a religião oferece uma solução subterrena. Durante muito tempo isso foi motivo de conformismo entre os fieis que ao esperar pelo eterno não faziam nada para melhorar as condições terrenas. Por outro lado, há alguns princípios morais religiosos que são importantes, como o amor ao próximo, humildade, igualdade, estimulam o esforço coletivo para boas relações sociais.
B. Política
A política abrange relações entre grupos sociais expressando abertamente a atitude desses grupos com relação ao poder. Implica a participação consciente da sociedade nas decisões abordadas. A abordagem moral julga os atos políticos e aprova os que não perturbam a ordem social.
C. Direito
O direito e a moral estão intimamente relacionados porque os dois estão sujeitos a normas que regulam as relações dos homens por meio de normas, que tem a forma de imperativos, que respondem a uma necessidade social, que mudam quando muda  historicamente o conteúdo da sua função social.
D. Trato social
Abrange várias formas de saudação, como o modo de uma pessoa dirigir-se a outra, de atender a um amigo, um convidado, de vestir-se, manifestações de cortesia, pontualidade, etc. As regras normalmente aceitas no trato social são as da classe ou grupo social dominante.
E. Ciência
As ciências são um conjunto de proposições sobre aquilo que as coisas são. A ética também é um conjunto de enunciados que chamamos moral, deste objeto fazem parte as normas e os atos morais. A ética diz o que é a norma, mas não postula as normas. A ciência não pode ser separada da moral.

3.2 Responsabilidade Moral

Há diversos motivos que fazem com que o individuo se esquive de suas responsabilidades morais. A maior de todas as desculpas é quando ele diz que não sabia, não viu, não percebeu determinados fatores e por isso cometeu atitudes imorais.
Muitas vezes a ignorância se torna uma desculpa, e o “jeitinho brasileiro” impõe uma serie de inadimplências porque motiva o individuo a manter ações ilegais e escapar-se delas por meio de argumentos psicológicos, emocionais ou até mesmo políticos.
Vázquez (31º Ed. 2010) afirma que a ignorância não pode eximir alguém da responsabilidade quando esse individuo ignora que poderia ter conhecido algo que deveria conhecer. Como exemplo um carro que bate em outro que estava estacionado e alega inocência por não ter visto o carro estacionado por estar com as luzes fracas, quando ele deveria ter feito uma revisão no carro antes de pegar estrada e assim, as luzes não estariam fracas, e ele veria o carro estacionado evitando o acidente. Esse sujeito alega ignorância diante de algo que deveria ter feito.
A ignorância somente pode eximir um individuo de sua responsabilidade social quando ele não é responsável por essa ignorância, ou seja, quando está impossibilitado, por motivos pessoais, históricos ou sociais, de ser consciente de seu
Ato social.
Já, uma maneira de isenção de responsabilidade é quando o sujeito está sob pressão externa e perde o controle de seus atos, não podendo decidir por si mesmo. Quando é forçado a agir em conseqüência de outros, em que não resta espaço para decidir por si próprio.
Essas questões são naturais ao dia-a-dia, e cabe ao homem agir com liberdade. O homem é livre para agir, escolher, decidir, mas essa liberdade acarreta uma consciência dos fins dos atos que pretende realizar. A responsabilidade moral pressupõe certo grau de liberdade, responsabilidade moral, liberdade e necessidade estão entrelaçadas no ato moral, Vázquez (31ºEd. 2010).
Dessa forma, o homem muitas vezes tem de agir sob pressão e assim, perde o controle de suas ações, mas em maioria, age conscientemente, e faz-se vítima mesmo assim, as consequencias legais devem ser medidas e analisadas a luz de todo o contexto.

4. ÉTICA E CURRICULO

4.1 Objetivos Gerais de Ética para o Ensino Fundamental

O PCN propõe como objetivos gerais de ética  para o ensino fundamental que os alunos sejam capazes de:
·         Compreender o conceito de justiça baseado na eqüidade e sensibilizar se pela necessidade da construção de uma sociedade justa;
·         Adotar atitudes de respeito pelas diferenças entre as pessoas, respeito esse necessário ao convívio numa sociedade democrática e pluralista;
·         Adotar, no dia-a-dia, atitudes de solidariedade, cooperação e repúdio às injustiças e discriminações;
·         Compreender a vida escolar como participação no espaço público, utilizando e aplicando os conhecimentos adquiridos na construção de uma sociedade democrática e solidária;
·         Valorizar e empregar o diálogo como forma de esclarecer conflitos e tomar decisões coletivas;
·         Construir uma imagem positiva de si, o respeito próprio traduzido pela confiança em sua capacidade de escolher e realizar seu projeto de vida e pela legitimação das normas morais que garantam, a todos, essa realização;
·         Assumir posições segundo seu próprio juízo de valor, considerando diferentes pontos de vista e aspectos de cada situação.

4.2 Os conteúdos da ética para o primeiro e segundo ciclos.

De acordo com os objetivos éticos gerais para o ensino fundamental, foram escolhidos os temas morais referentes à legitimação ética em sala de aula para um melhor desenvolvimento critico social, são eles:
A. Convívio Social
B. Responsabilidade Social

4.2.1 Convívio social

Como já foi analisado anteriormente, o homem só pode ter um comportamento moral quando este está relacionado ao outro. Quando o que faz não interfere em nada na vida do outro, não é um comportamento moral. Isso implica em relações, convívio.
A sala de aula é por si mesma uma boa experiência de convívio, pois reúne pessoas de diferentes grupos sociais e pode trabalhar a arte de viver bem. O educando será constantemente desafiado a agir pensando nas consequencias dessa ação em relação à sala toda.
De 0 a 2 anos esse convívio será percebido através da ação dos pais e professores e de 8 a 12 anos esse conhecimento será aperfeiçoado até que possa decidir por si mesma. Por esses motivos também, a educação infantil é de grande importância na formação moral da criança. Os exemplos vistos através do comportamento dos professores serão base para a vida da criança e podem até conduzir suas ações futuras. A partir dos 12 anos, quando a criança, segundo Piaget, já é capaz de decidir, já desenvolveu internamente seus valores, a sala de aula representa uma ambiente em que ela irá descobrir os valores que possui. E em coletividade perceber se de fato são apropriados ao contexto.

Conteúdos a serem trabalhados:

·         Propor atividades de integração para perceber a maneira como é o trato entre os educandos.
·         Passeios e situações fora de classe para observação do convívio entre as pessoas e análise do que foi visto.

4.2.2 Responsabilidade Social

O convívio social, inevitavelmente traz responsabilidades sociais. É importante trabalhar em sala de aula as consequencias de cada escolha que o homem precisa fazer todos os dias, diferenciar aquilo que se faz sob pressão e o que se faz por negligencia. Motivar o educando a opinar e analisar comportamentos que vê todos os dias, refletindo se as ações que viu foram eticamente saudáveis e trouxeram ordem ou desordem ao convívio social.

Conteúdos a serem trabalhados:

·         Propor a reflexão sobre as noticias que se vê no dia-a-dia a fim de opinar sobre as responsabilidades de tais atos.
·         Refletir sobre a diferença entre agir sob pressão e agir com negligencia, buscando exemplos atuais que demonstram tal diferença.
·         Pensar no que se pode evitar quando o homem faz o que deve fazer.
·         Interiorizar os valores de justiça, solidariedade, responsabilidade como efetivos para um bom convívio social.

4.3 Os critérios de avaliação

Para avaliar esses conteúdos, uma vez que não são uma disciplina a parte, mas uma integração a outras disciplinas, é necessário fazê-lo através de avaliação contínua de comportamento, participação, diálogo e  práticas que possam demonstrar avanços em relação à interiorização do conhecimento ético e a relação desse com o mundo.
Na história poderão ser observados os comportamentos e regras que os homens tinham e que hoje não são mais aceitos, buscando refletir por que essas mudanças aconteceram, o que mudou no homem.
Na geografia pode ser abordado a responsabilidade ética ambiental, observando as transformações que aconteceram na natureza, e a responsabilidade do homem diante delas.
Na língua portuguesa uma reflexão sobre interpretação textual em relação à sociedade.
Essas e outras disciplinas podem integrar em seu currículo abordagens didáticas que trazem significado ao conteúdo e reflexão sobre o sentido dele em contexto social, levando o educando a reflexão e prática que possam melhorar a educação, e a própria sociedade.

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

É notável que a ética é fundamental em diversos setores sociais e educacionais, uma vez que ela ajuda a esclarecer comportamentos e guiar o homem a ações corretas e boas em sociedade.
A educação tem como oportunidade propagar a reflexão sobre valores fundamentais ao homem. Pode contribuir promovendo reflexões que ajudam a desenvolver o aluno uma boa consciência moral.
Esse trabalho deve ser realizado em parceria, a escola com a sociedade e a família, juntos em busca de uma construção para melhorar as relações humanas.
Essa tarefa não é fácil, nem simples. Quando envolvidos na rotina, os educadores muitas vezes não encontram motivações necessárias para tentar construir reflexão de valores, mas é uma luta que deve ser travada e tentada.
Assim como os valores mudam com o tempo, a maneira de pensar do homem, e suas ações, o conceito do que é certo e errado, a atualidade também é cheia de comportamentos e mudanças, há, contudo, valores que são irrevogáveis, como a vida, o respeito e a convivência saudável. Partindo de princípios imutáveis, até a analise mais complexa do comportamento humano é possível construir uma educação ética efetiva.

6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BORGIGNON, Nelso Antonio. O Desenvolvimento Moral de Kholberg. 2011.

CONSTITUIÇÃO FEDERAL, disponível em acesso em 21 de novembro de 2011 as 13:56.

PCN, Ética Ensino Fundamental 1º a 4º Séries

UCB, Ética; Brasília, 2011

VALLS, Álvaro L. M. Coleção Primeiros Passos nº177. Editora Brasiliense. 1994.

VÁZQUEZ, Adolfo Sanches; Ética; tradução de João Dell´Anna. 31ºEd. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2010.




[1] Acadêmica do Curso Licenciatura de Pedagogia, 2 período,  pela UNILASALLE.